atualizando
hmm... acho que me mudei sem perceber. me enchi o saco deste lugar. Pra quem ainda se interessa estou colocando coisas novas em:
http://www.numerozero.ruadosbobos.com
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rua dos bobos
rua dos bobos
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Classificação: 
outro blog meu, atualizado.
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um tapa na cara pra aprender? um soco no estômago pra parar a dor a dor de todas as borboletas que ali passaram, pousaram, fizeram ninho e se foram com o meu amor... um tapa na cara que me acorda e me faz sentir a perda era dor de você e nao dor de amor! de ter te feito tão mal e só percebido depois qdo vc resolveu dar o troco. o soco.
as vezes era obsessão e achava que era amor toc eu caia caia caia ralava o joelho desistia passava mercurio cromo e resistia a dor toc de repente era amor e eu achando que já era uma obsessão me afastei corri pra bem longe pros braços de outro com medo medo de sentir... medo de ferir sem saber que já estava ferindo desse jeito e abrindo minha ferida tirando as casquinhas.
e os outros tirando casquinhas de mim tirando as casquinhas do que nem tem recheio, é podre por dentro é podre e cheio de abelhas.
Eu chutei a fruta e as abelhas voaram na minha cara todas. Todas as picadas que marcaram me fazem recordar de ti. Eu olho, eu toco; dói um pouco... mas passa, né? passa
na pascoa eu aprendi que as coisas passam as pessoas morrem as coisas morrem renascem vivem morrem morrem morrem e renascem. eu não posso ter medo, sem medo, sem segredo, sem esperança nem desesperança. vivo, sobrevivo: respiro.
sou eu os ratos em cima do teto que não te deixam dormir. sou eu que atormento mas só essa tormenta pra lavar a alma deixa a cidade suja limpa. panos limpos, não quentes...
eu quero todo o amor, toda dor toda dor que vem junto eu abraço, acolho e recolho todo o sangue derramado o leite pelo qual não choramos vamos chorar.
choremos por tudo aquilo que já choramos também. lamentamos pelo o que já foi lamentado por todos os outros.
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no one else

You know it really won't surprise me If you're a wreck by the age of fourteen The way you look The way you look is fine
So often color-coordinated Your sister she's an eighties fan That's all right Have I told you so is mine
You say your life will be the death of you Tell me, do you wash your hair in honeydew And long for all of them to fall in love with you But they never do
Drinking vodka on the fire Your mother has a watchful eye So look out kid She's onto you this time
Run away to a bed and breakfast Console yourself with the Reader's Digest Ringing yellow pages on the moon
You say your life will be the death of you Tell me, do you wash your hair in honeydew And long for all of them to fall in love with you But they never do No they never do
I'm gonna tell you something good about yourself I'll say it now and I'll never say it about no one else
I'm gonna tell you something good about yourself I'll say it now and I'll never say it about no one else About no one else
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Felicidade

Felicidade foi se embora D9 G7+ E a saudade no meu peito ainda mora E7 Am7 E é por isso que eu gosto lá de fora D9 G7+ Porque sei que a falsidade não vigora G7+ Am7 A minha casa fica lá de traz do mundo D9 G7+ Onde eu vou em um segundo quando começo a cantar G7+ Am7 O pensamento parece uma coisa à toa D9 G7+ Mas como é que a gente voa quando começa a pensar
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segunda
hoje eu acordei vomitei todas as minhas víceras bati no liquidificador e engoli de volta.
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"I wanted someone to enter my life like a bird that comes into a kitchen and starts breaking things and crashes with doors and windows leaving chaos and destruction."
[Migala, Gurb Song]
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XXXVI
Fue una espera interminable. No sé cuanto tiempo pasó en los relojes de ese tiempo anónimo y universal de los relojes que es ajeno a nuestros sentimientos, a nuestros destinos, a la formación o al derrumbe de un amor, a la espera de la muerte. Pero de mi propio tiempo fue una cantidad inmensa y complicada lleno de cosas y vueltas atrás, un río oscuro y tumultuoso y tumultuoso a veces, y a veces extrañamente calmo y casi mar inmóvil y perpetuo donde María y yo estabamos frente a frente contemplándonos estáticamente, y otras veces volvía a ser río y nos arrastraba como un sueño a tiempo de infancia y yo la veía correr desesperadamente en su caballo, con los cabellos al viento y los ojos alucinados, y yo me veía en mi pueblo del sur, en mi pieza de enfermo, con la cara pegada al vidrio de la ventana, mirando la nieve con ojos también alucinados. Y era como si los dos hubiéramos estado viviendo en pasadizos o túneles paralelos, sin saber que íbamos el uno al lado del otro, como almas semejantes en tiempos semejantes, para encontrarnos al fin de esos pasadizos, delante de una escena pintada por mí, como clave destinada a ella sola, como un secreto anuncio de que ya estaba yo allí y que los pasadizos se habían por fin unido y que la hora de encuentro había llegado.
¡La hora del encuentro había llegado! Pero, ¿Realmente los pasadizos se habían unido y nuestras almas se habían comunicado? ¡ Qué estúpida ilusión mía había sido todo esto! No, los pasadizos seguían paralelos como antes aunque ahora el muro que los separaba fuera como un muro de vidrio y yo pudiese verla a María como una figura silenciosa e intocable... No, ni siquiera ese muro era siempre así: a veces volvía a ser piedra negra y entonces yo no sabía que pasaba del otro lado, qué era de ella en esos intervalos anónimos, qué extraños sucesos acontecían; y hasta pensaba que en esos momentos su rostro cambiaba y que una mueca de burla lo deformaba y que quizá había risas cruzadas con otro y que toda la historia de los pasadizos era una ridícula invención o creencia mía y que en todo caso había un solo túnel, oscuro y solitario: el mío, el túnel que había transcurrido mi infancia, mi juventud, toda mi vida. Y en uno de esos trozos transparentes del muro de piedra yo había visto a esta muchacha y había creído ingenuamente que venía de otro túnel paralelo al mío, cuando en realidad pertenecía al ancho mundo, al mundo sin límites de los que no viven en túneles; y quizás se había acercado por curiosidad a una de mis extrañas ventanas y había entrevisto el espectáculo de mi insalvable soledad, o le había intrigado el lenguaje mudo, la clave de mi cuadro. Y entonces, mientras yo avanzaba siempre por mi pasadizo ella vivía afuera su vida normal, la vida agitada que llevan esas gentes que viven afuera, esa vida curiosa y absurda en que hay bailes y fiestas y alegría y frivolidad. Y a veces sucedía que cuando yo pasaba frente a una de mis ventanas ella estaba esperándome muda y ansiosa ( ¿por qué esperándome? ¿Y por qué muda y ansiosa?); pero a veces sucedía que ella no llegaba a tiempo o se olvidaba de este pobre ser encajonado, y entonces yo, con la cara apretada contra el muro de vidrio la veía a lo lejos sonreír o bailar despreocupadamente o, lo que era peor, no le veía en absoluto y la imaginaba en lugares inaccesibles o torpes. Entonces sentía que mi destino era infinitamente más solitario de lo que había imaginado.
[E. Sabato - El Túnel]
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mais um realismo fantástico
O cachorro que se encontrava no fundo do mar era um poodle. Dava pra ver porque perto do cais as águas não são tão profundas. Podia ver até uma estrela do mar gigante, uma mancha laranja distorcida que as vezes formava uma estrela. Quando nadamos até perto ele acordou e veio até a superfície onde ele podia praticar seu nado-cachorrinho.
No dia anterior uma moça de azul (completamente azul) puxava-o pela coleira. O coitado ofegante era usado como desculpa pela espiã que tratava de descobrir o que estávamos fazendo ali, naquela região. Haviamos cruzado um portal. Não tenho dúvidas quanto a isso. Enquanto olhavamos para o muro que cercava a casa-mirante um homem saiu da porta alí apoiada. Voltei meu olhar sobre a moça de azul que já ia descendo a ladeira em direção à saida. A placa que alertava os moradores quanto à denuncia de donos que não recolhessem as fezes de seus cachorrinhos não surtira efeito ou ela era imune a esse tipo de norma mesquinha da comunidade. Ou era ela mesma quem tinha colocado ali o tal aviso que concluia com o "apoio Clevernews". Devia ser o jornal do bairro. Ou o marido pretencioso da mulher azul havia colocado ali uma assinatura sua de apoio para intimidar os moradores.
Clever que não era lá muito esperto gostava de chamar atenção de todos ali. Não tinha muito dinheiro mas passeava pelas ladeiras exibindo sua variant beje. Muito vintage! O caminhão da Ultragas as vezes tinha que se retorcer e fazer mil balizas para desviar do carro. Só então podia dar sua volta clássica ao redor da praça. Em qualquer ouro lugar aqui poderia ser chamado de "balão" ou centro de contorno, era apenas um pedaço de terra circular no fim da rua. Mas os 3 bancos de cimento, a mesa de damas, um arbusto e um poste de iluminação dava aquilo um status de praça.
Ao redor da praça encontravam-se as casa com seus respectivos muros pintados. Um deles com a inscrição "Copa do Mundo 2002 na Korea" denunciava ali uma comunidade coreana a não ser pelo fato de não termos visto uma pessoa se quer com traços orientais. A mulher azul com seus cabelos oxigenados não era mesmo um ser oriental, Clever talvez. Ou talvez a praça toda se encontrasse no outro hemisfério da terra e nós dois não tinhamos percebido ao cruzar o portal da pompeia.
Alienados ou alienígenas não conseguiamos nos comunicar com as pessoas daquele lugar. Bom dia, boa tarde ou como vai não funcionava. Decidi descobrir o que havia atras da porta. Esperei o homem do muro sair de perto e espiei pelo vão entre o muro. Havia sim um recorte no concreto com um cadeado. Não tinhamos a permissão de entrar alí... talvez fosse outro portal. E a janela pintada ao lado dele talvez fosse mais real do que a propria porta apoiada no muro. O carpete na rua em frente a casa me fazia pensar que já estávamos dentro daquela porta e dentro da casa-mirante. Pois não havia mais dentro e fora. A praça já era tão íntima quanto minha cama. Subi no banco e na mesa de damas. Queria ver através da janela pintada. Queria ver o fora, o além. Cansamos de ficar alí naquele útero, aquele dentro demais que prendia.
O Camihão da Ultragas dava a sua segunda volta pela praça tocando Für Elise de Bethoven, a variant beje logo em seguida. Seria bem possivel que estavamos alí 40 anos atrás. Seria possível ser tarde ao invés de manhã. Nada tinha indícios de tempo. "Baratas sobem pelos canos enquanto a gente, cansada, sonha."
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"Es curioso, pero vivir consiste en construir futuros recuerdos (...)" Ernesto Sabato - El Tunel
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How days creep by

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solitude
In my solitude You haunt me With dreadful ease Of days gone by
In my solitude You taunt me With memories That never die
I sit in my chair And filled with despair There’s no one could be so sad With gloom everywhere I sit and I stare I know that I’ll soon go mad
In my solitude I’m afraid Dear lord above Send back my love
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um beijo e um queijo

Terezinha de Jesus de uma queda Foi ao chão Acudiram três cavalheiros Todos de chapéu na mão
O primeiro foi seu pai O segundo seu irmão O terceiro foi aquele Que a Tereza deu a mão
Terezinha levantou-se Levantou-se lá do chão E sorrindo disse ao noivo Eu te dou meu coração
Dá laranja quero um gomo Do limão quero um pedaço Da morena mais bonita Quero um beijo e um abraço
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vê pois vê

abre os olhos tolo!
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quem trabalha é porque não tem o que fazer?

marcha soldado cabeça de papel
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